Observação e Perceção - o processo

De forma geral, os sentidos “recebem” e a mente “compreende” o que nos rodeia. Assim, a perceção refere-se à forma como o ser humano pode ter consciência do que o rodeia. Existem vários tipos de perceção que estão diretamente relacionados com os sentidos que captam os estímulos (por exemplo, perceção visual, perceção auditiva, etc.), mas também se pode aplicar a fenómenos quando os sentidos têm que ser reconstruídos no cérebro (por exemplo, a perceção do tempo). No primeiro caso, significa que existe uma receção direta, onde o cérebro irá interpretar o sinal claro e direto recebido através de um destes sentidos (por exemplo, a perceção visual é a capacidade do cérebro para interpretar o que os nossos olhos veem). No segundo caso, será necessária a reconstrução da informação recebida através dos sentidos e a construção das suas interpretações subjetivas. Por exemplo, a perceção da duração refere-se à capacidade de apreender eventos sucessivos percetíveis como mais ou menos simultâneos.  Assim, a perceção do tempo será dividida em duas etapas: na primeira, a mudança é capturada, e na segunda, esta mudança será interpretada subjetivamente, como a sua passagem (período de tempo curto – período de tempo longo, avaliado individualmente pelo ser humano).