Sentidos – tato

Tato (sensação na pele) – apesar de recebermos cerca de 1,5% das impressões sensoriais através da pele, este sentido desempenha uma função chave específica no “sistema de alerta do corpo”. O filósofo John Locke salientou que é o tato que desempenha uma função chave entre os sentidos, apesar do predomínio da visão e da audição na perceção dos estímulos. Vale a pena notar que este predomínio determinou o reconhecimento, por Aristóteles, da visão e da audição como sentidos mais relevantes em comparação com o tato, olfato e o paladar considerados por ele como sentidos de menor relevância, uma vez que disponibilizam informação importante através do sentido da dor. “A falta de visão ou audição pode ser compensada, pelo menos até uma determinada dimensão, enquanto que a compensação do tato é praticamente impossível.” (Woleński, 2017). Isto deve-se ao fato do sentido do tato fornecer informação acerca de obstáculos físicos no mundo externo: “uma pessoa pode ver ou ouvir, cheirar ou provar algo (isto é um obstáculo externo – nota do autor), mas apenas o tato emite alertas sobre o que deve ser evitado “.